O que vem antes: ser cidadão ou jornalista?

O recente caso do homicídio do adolescente Trayvon Martin iniciou uma discussão nos Estados Unidos acerca da posição que os jornalistas devem adotar no relato de uma história. Trayvon, de 17 anos, estava desarmado quando foi assassinado por um vigilante de bairro que, devido à legislação do estado da Florida, ainda não foi acusado do crime.

O caso tem provocado uma onda de indignação na opinião pública norte-americana, mas também entre os jornalistas, muitos dos quais não têm conseguido esconder a sua incredulidade e revolta em relação a crime.

Para evitar adensar estereótipos, os media têm mostrado fotografias antigas do jovem afro-americano a sorrir, quando fotografias mais recentes o mostram com tatuagens e dentes de outro. Apresentares de televisão têm adotado posturas muito agressivas em relação ao homicida e ao seu advogado, enquanto outros usaram hoodies nos seus programas – Trayvon foi assassinado quando vestia um hoodie – para mostrar solidariedade com o caso. Jon Stewart desconstrói de forma brilhante este fenómeno aqui.

Deve o jornalista envolver-se desta forma numa notícia, cedendo à indignação? O que surge antes: o cidadão ou o jornalista?

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