Conferência: Não há marcas fortes sem jornalistas fortes

Uma das ideias-chave que mais consenso gerou entre os oradores dos dois primeiros painéis da conferência “Jornalismo em tempos de crise” foi a importância da marca na comunicação social. A marca – ou seja, o nome do jornal, televisão ou rádio – é fundamental não só para assegurar leitores, mas também para garantir publicidade (em quantidade e em preço).

Já no final da conferência, veio da plateia uma intervenção muito pertinente. Sem questionar a importância da marca, o jornalista Adelino Gomes lembrou que não é só da marca que vive a credibilidade da comunicação social: é sobretudo do nome dos jornalistas, da assinatura.

Pode parecer apenas uma chamada de atenção simbólica, mas esta é uma questão essencial, que deve ser lembrada, sobretudo nos “tempos de crise” que correm. Não há marcas fortes sem jornalistas fortes por trás. E a força desses jornalistas depende de um conjunto de condições, que a difícil situação financeira de muitos órgãos de comunicação social está a ameaçar: tempo de trabalho; remunerações; e meios de trabalho. E, mais importante do que tudo o resto, do modo de funcionamento das redacções e do peso e influência que estes têm no processo de tomada de decisões.

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