Já não há jornais de referência, o que há são jornalistas de referência, diz Cândida Almeida

“Lamento que hoje pela pressão economicista das direcções e proprietários da imprensa haja tanta informação falsa. Vejo isto no meu dia-a-dia. Eu abro um jornal para me informar e sou confrontada com notícias absolutamente falsas, e eu sei que são falas porque fui eu que as vivi. Fico sem reacção, e pergunto-me como é possível isto? Não estamos a falar de violação do segredo de justiça. É publicação de informação não verdadeira. O que se passa? Será que eu depois posso acreditar numa informação que me dão sobre economia ou sobre política. Será que a falsidade é só nas matérias que me dizem respeito? Eu sinceramente tenho muitas dúvidas porque não sei que interesses estão por trás”.

Estas declarações foram proferidas por Cândida Almeida no passado sábado, durante a conferência organizada pelo Fórum de Jornalistas, onde a procuradora geral adjunta falava enquanto consumidora de informação.

Por isso, concluiu, “a minha informação é feita hoje com jornalistas credíveis. Não é com jornais de referência, porque eu já não os tenho. Tenho é jornalistas de referência, que felizmente, existem muitos”.

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