Económicos resistem e aumentam a circulação paga

O Diário Económico e o Jornal de Negócios resistiram à tendência geral de quebra da circulação paga dos jornais diários. Segundo os números da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), até abril, as duas publicações somadas aumentaram 1,5% as suas vendas em banca, assinaturas e vendas em bloco, em comparação com 2011.

A circulação paga do Diário Económico cresceu 2,3%, principalmente devido à evolução das vendas em bloco (15,3%). As vendas em banca aumentaram 7,5%, para 5161/dia, enquanto as assinaturas em papel caíram de 3198 para 2017 (-37%). Já o Jornal de Negócios praticamente estagnou a sua circulação paga (0,1%), com uma descida das vendas em bloco (-14,2%) para os 4619, uma estabilização das vendas em banca nos 2619 e uma subida das assinaturas digitais, de 24 para 758.

Semanários
O Sol e o Expresso viram a sua circulação paga conjunta contrair 13,2%. Para o primeiro, a queda foi de 15,7%, empurrada pelas descida de 8600 das vendas em banca, para os 16 013 exemplares por semana, enquanto as vendas em bloco cresceram 37,8%, para os 12 763.

A circulação paga do Expresso quebrou 12,4%, assente em menos 15 mil exemplares vendidos em banca por semana (79 943). Por outro lado, as assinaturas digitais aumentaram de 2566 para 5032, enquanto as vendas digitais cresceram de zero para 764.

Revistas
A circulação paga conjunta da Visão e da Sábado caiu 7,8%. Para a Visão, apesar de as assinaturas digitais terem duplicado, a redução das vendas em banca para 35 969 (-12,4%), das assinaturas em papel para 34 478 (-8,3%) e das vendas em bloco para 16 127 (-13,5%) fizeram com que fosse a mais penalizada das duas na circulação paga (-9,6%). Um indicador que, no entanto, continua a liderar, com 88 803.

A Sábado viu a sua circulação paga descer 5,3%, para 68 802. O principal motivo da variação foi a contração de 9,6% das vendas em banca, que caíram para 42 095 revistas por semana. Até abril, a Sábado registou também quase menos mil assinaturas em papel, tendo agora 16 894.

Gratuitos
A tendência é similar. A circulação somada de Destak e Metro caiu 24,4%, com percentagens muito semelhantes entre os dois. De 187 515, passaram a ser lidos 141 734. O Destak lidera a descida (-25,1%), com 71099 exemplares, enquanto o Metro (-23,7%) distribui 70 635.

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2 respostas a Económicos resistem e aumentam a circulação paga

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