YouTube: o novo telejornal à la carte

Sites como o YouTube e o Vimeo estão a tornar-se em sérias fontes de notícias. Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores de internet visitam sites de partilha de vídeo (66% em 2010) e 28% fazem-no diariamente (23% em 2010). Nos 15 meses entre o início do ano passado e março deste ano, um terço das pesquisas mensais mais frequentes no YouTube estava relacionado com notícias.

A procura destes sites para acompanhar acontecimentos noticiosos dispara em casos de elevado potencial visual, como foi o sismo no Japão, em março do ano passado. Nos sete dias que se seguiram ao terramoto, os 20 vídeos de notícias mais vistos do YouTube estavam relacionados com o sismo e tinham sido vistos 96 milhões de vezes.

Grande parte das imagens são capturadas por cidadãos amadores e muitas vezes aproveitadas pelas próprias televisões.

The data reveal that a complex, symbiotic relationship has developed between citizens and news organizations on YouTube, a relationship that comes close to the continuous journalistic “dialogue” many observers predicted would become the new journalism online. Citizens are creating their own videos about news and posting them. They are also actively sharing news videos produced by journalism professionals. And news organizations are taking advantage of citizen content and incorporating it into their journalism. Consumers, in turn, seem to be embracing the interplay in what they watch and share, creating a new kind of television news.

Mas os autores do estudo avisam também para as limitações deste tipo de reportagem, principalmente o défice ético que existe na atribuição do crédito pelo conteúdo. Órgãos de informação usam conteúdo de utilizadores individuais sem atribuir crédito e alguns utilizadores carregam vídeos com direitos de autor.

Apesar de as notícias estarem a ganhar popularidade, o entretenimento continua a dominar a utilização do YouTube. O videoclip da música Friday, da adolescente Rebecca Black, foi o vídeo mais visto de 2011.

Outras conclusões do estudo que analisou 260 vídeos de YouTube durante 15 meses:

  • A maioria dos vídeos mais vistos diz respeito a desastres naturais ou agitação política, com imagens fortes. 70% do tráfego tem origem fora dos Estados Unidos.
  • Em quatro dos 12 meses de 2011, os vídeos mais procurados eram noticiosos: o sismo no Japão; o assassinato de Osama Bin Laden; um acidente de mota fatal; a história do sem-abrigo com “um dom de voz dado por Deus“.
  • 39% dos vídeos de notícias mais vistos vieram de cidadãos e não de agências de notícias.
  • Quatro em dez vídeos criados por órgãos de comunicação social são colocados online por cidadãos.
  • Os vídeos mais populares duram, em média, dois minutos e um segundo. Uma história de jornais da noite nacionais tem, em média, 2m23s.
Esta entrada foi publicada em Jornalismo, Jornalismo cidadão, Novos media com as etiquetas , , , , , , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s