As revistas em papel estão condenadas?

Vale a pena ler a recente análise de David Carr, no New York Times, à crise no sector das revistas nos EUA. A transformação do espaço mediático alimentada pela internet foi especialmente madrasta para este segmento da imprensa. A vendas em banca registam fortes quedas, e não é por falta de ousadia nas capas.

Escreve Carr:

Because of changes to the informational ecosystem, weeklies have been forced to leave behind the news and become magazines of ideas

Historically, certain categories of magazine will encounter turbulence, but this time all categories were punished in the pileup. People was down 18.6 percent, and The New Yorker had a similar drop, declining by 17.4 percent. Vogue and Cosmopolitan were down in the midteens, and Time fell 31 percent. When Cat Fancy is down 23 percent at the newsstand, it seems that there’s little place to hide. Newsweek, it should be mentioned, was off only 9.7 percent at the newsstand, but that’s cold comfort.

It’s not just consumers who are playing hard to get: advertising is down 8.8 percent year to date over the same miserable period a year ago, according to the Publishers Information Bureau. With readership in such steep decline and advertising refusing to come back, magazines are in a downward spiral that not even their new digital initiatives can halt.

Perante este cenário, o dono da Newsweek [revista que ocupa um espaço central na artigo de Carr] admite mesmo o fim da edição em papel da revista:

The transition to online from hard print will take place,” Mr. Diller said. “We’re examining all our options.” He added: “I’m not saying it will happen totally.

Por cá, os números da circulação paga que analisamos no final de Junho mostram que o cenário para as revistas também não é animador:

A circulação paga conjunta da Visão e da Sábado caiu 7,8%. Para a Visão, apesar de as assinaturas digitais terem duplicado, a redução das vendas em banca para 35 969 (-12,4%), das assinaturas em papel para 34 478 (-8,3%) e das vendas em bloco para 16 127 (-13,5%) fizeram com que fosse a mais penalizada das duas na circulação paga (-9,6%). Um indicador que, no entanto, continua a liderar, com 88 803.

A Sábado viu a sua circulação paga descer 5,3%, para 68 802. O principal motivo da variação foi a contração de 9,6% das vendas em banca, que caíram para 42 095 revistas por semana. Até abril, a Sábado registou também quase menos mil assinaturas em papel, tendo agora 16 894.

Esta entrada foi publicada em Crise internacional, Crise nacional, Investimento, Jornalismo, Novos media com as etiquetas , , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s