Jornal Sol dispensa 12 profissionais

Lisboa, 12 set (Lusa) – O semanário Sol dispensou 12 profissionais, cinco dos quais pertencentes aos quadros da empresa e sete outros contratados a prazo que não verão o seu vínculo renovado, confirmou hoje à agência Lusa o diretor do título.

José António Saraiva declarou que o jornal necessitou “de fazer um ajustamento” ao seu número de trabalhadores, numa altura em que o mercado dos media “está muito difícil” em matéria de receitas, nomeadamente por via da queda nos lucros com publicidade.

O Conselho de Redação do jornal reuniu-se esta manhã “para analisar a crescente preocupação dos jornalistas” sobre o futuro do título “face às notícias de novos despedimentos e de redução dos salários”, informa texto resultante do encontro e a que a Lusa teve acesso.

Questionado sobre uma possível redução de salários dos trabalhadores do Sol, José António Saraiva reconheceu que “estavam decididos alguns cortes” nas remunerações variáveis de vínculos, mas que em virtude da baixa da Taxa Social Única (TSU) anunciada recentemente pelo Governo tal cenário está neste momento em revisão.

“Neste momento não sabemos [se vai avançar]. A administração está a rever essa possibilidade”, disse.

O Conselho de Redação alerta o diretor que as medidas anunciadas pelo Executivo “relacionadas com a TSU e das quais a empresa irá beneficiar” levarão a que a “poupança futura” com a Segurança Social deva “aproximar-se da que se obteria com as rescisões de contratos”.

“Um jornal não se faz sem jornalistas e sem os profissionais necessários à sua produção. Estamos preocupados com a progressiva degradação das condições de trabalho de uma redação cada vez menos numerosa e com responsabilidades crescentes. Este processo traduz-se inevitavelmente numa quebra da qualidade do produto final (as publicações em papel e a edição online), com prejuízo para os leitores e para a saúde financeira da empresa”, diz nota do Conselho de Redação.

O semanário Sol, lançado em 2006, é atualmente detido pelo grupo de capitais angolano Newshold, tendo-se assumido como jornal da lusofonia, com edições para Angola, Moçambique e Cabo Verde.

Em janeiro, o título havia já rescindido com 20 trabalhadores, embora o diretor do título tivesse na ocasião, em ’email’ enviado aos trabalhadores, afastado o cenário de mais despedimentos em 2012.

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