Huffington Post também já fala italiano

A crise não trava a conquista do mundo pelo Huffington Post: depois de se lançar no Canadá, Reino Unido, França e Espanha, e um mês depois de ter lançado uma plataforma de vídeo online, o site de informação e agregador de blogues norte-americano chegou esta terça-feira a Itália numa colaboração com o grupo italiano L’Espresso, que publica o La Repubblica (esquerda), jornal com o mais visitado dos sites de informação do país.

No seu primeiro dia, L’Huffington Post publicou uma entrevista com o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Uma aposta segura (e óbvia) para um projecto que diz querer ser uma lufada de ar fresco no panorama mediático italiano e que é dirigido pela veterana jornalista Lucia Annunziata, a mesma que na campanha eleitoral de 2006 viu Berlusconi levantar-se durante uma entrevista em directo, incomodado com a dureza das suas perguntas.

No texto de apresentação, a directora sublinha que 189 pessoas já aceitaram ter um blogue no novo espaço. “Resultado da partilha de uma ideia: que chegou o tempo de abrir um espaço público de confronto e combate que inclua a máxima diversidade – de opinião política, de estatuto social, de género, de classe, de fé”, escreve a jornalista.

Entre os bloggers com textos já publicados no novo site surgem Giulio Tremonti, ministro da Economia e das Finanças dos governos de Berlusconi; o sindicalista Maurizio Landini, secretário-geral da Federação dos Operários Metalúrgicos; Anna Paola Concia, deputada do Partido Democrático, a maior formação de centro-esquerda, ou Michela Antonia Montevecchi, activista do Movimento 5 Estrelas do comediante Beppe Grillo, que nas eleições municipais de Maio conquistou quatro câmaras.

Segundo a fundadora e directora, Arianna Huffington, a edição italiana vai “dedicar muito espaço ao que não está a funcionar em Itália, mas também sublinhará o que funciona: a inovação, o engenho, o espírito e a resistência dos italianos”. Quanto aos planos do grupo, a ideia é “estar em todas as grandes línguas do mundo”, seguindo-se “a Alemanha, o Brasil, a Índia, o Japão e a Coreia do Sul”.

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