Administração da Lusa aprova despedimentos ainda antes da aprovação do Orçamento

A crise no jornalismo nacional aumenta de dimensão a cada dia e ganha contornos surpreendentes. Os jornalistas da Lusa, que fazem greve de quinta a domingo, foram ontem informados que a Administração aprovou um plano de despedimentos, isto ainda antes de lhe ter sido cortado o orçamento.

A decisão ganha importância pelo facto do corte no orçamento da agência noticiosa estar dependente da aprovação do Orçamento do Estado no Parlamento nacional.

A proposta do OE inclui um corte de 30,9% do financiamento estatal à empresa foi apresentada esta segunda-feira no Parlamento, mas ainda não foi discutida nem aprovada na Assembleia da República havendo, por definição, margem de alteração no debate parlamentar. Do lado da Admnistração da Lusa, e julgar pela decisão de ontem, não parece haver grande empenho em alterá-la.

Também ontem, Assunção Esteves recebeu representantes dos trabalhadores da agência de notícias e disponibilizou-se para ser interlocutora das preocupações dos funcionários da Lusa, noticia a SIC.  

A Lusa é presidida desde 2009 por Amável Camões e tem como accionista maioritário o Estado com 50,14% do capital. Seguem-se: Controlinveste 23,36%; Impresa 22,35%; NP-Notícias de Portugal: 2,72%; Público: 1,38%; Rádio e Televisão de Portugal: 0,03%; O Primeiro de Janeiro: 0,01%; Empresa do Diário do Minho: 0,01%.

 

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