Houve de tudo: de revistas para jovens angolanos até cooperativas para defesa do jornalismo

Viva,

Aqui fica um pequeno balanço do Workshop organizado pela BOX FUTURE SCHOOL em parceria com o Fórum com o objectivo de estimular novas ideias e projectos na nossa profissão.

As 20 a 25 inscrições traduziram-se numa equipa que variou entre as 12 a 15 pessoas que por dois dias se dedicou a treinar processos criativos.

O perfil dos inscritos variou, e incluiu desde jovens ainda na faculdade e estagiários que, apesar de tudo, querem agarrar esta nossa profissão, até jornalistas em meio de carreira que procuram reinventar e reinventar-se.

Três linhas fortes do curso:

1) valorização do trabalho em grupo, especialmente importante em exercícios de criatividade;
2) treino de pensamento criativo: exercícios que passaram pela identificação de problemas e causas, “brainstorming” de soluções (“pensamento divergente”), e escolha de  soluções viáveis entre as muitas ideias (“pensamento convergente”);
3) enunciação de projectos para melhorar e mudar o jornalismo

Ideias houve muitas. Alguns exemplos de projectos: uma cooperativa para defesa e promoção do jornalismo de qualidade; uma revista dedicada a jovens angolanos; um projecto para estudantes universitários a nível internacional; um jornal online para a comunidade turística que visita Portugal; várias publicações e projectos locais; entre outros.

E que venham mais ideias, que o jornalismo precisa.

(Como sempre, fica um especial agradecimento à Casa da Imprensa pela forma solidária e empenhada com que abre as suas portas para acolher projectos e ideias de jornalistas)

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3 respostas a Houve de tudo: de revistas para jovens angolanos até cooperativas para defesa do jornalismo

  1. neuza padrao diz:

    Foi muito bom :) eu sou uma das estagiarias e mesmo que não venha a conseguir alcancar os meus objectivos na área este workshop foi importante. Foi um incentivo a criação e a reimvençao que é útil em qq área. Os projectos que falamos são muito bons é um desperdício ficarem na gaveta. Já vos disse estou disponível para ajudar em todos… mas com um carinho especial pela cooperativa de media e amigo publico :)

  2. odiainicial diz:

    Agradeço ao Fórum de Jornalistas e a Rui Neto Pereira, responsável pelo workshop, esta oportunidade! Sou estagiária, passei por outras actividades que nada têm que ver com o jornalismo, e a minha formação de base é a História e a Arquivística e não as Ciências da Comunicação. Mas resolvi por convicção, daquelas convicções muito convictas, que é, algures, no jornalismo que faz sentido eu estar. Desculpem-me os que se assustam com a crise – é de assustar sim -, mas o susto não é demolidor. Exige procura, levantamento de questões, busca de alternativas, autobombardeamentos constantes de dúvidas e perplexidades e, sobretudo, o esboçar de um caminho qualquer, passível – eu diria, mesmo, à espera – de ser traçado.
    Correndo o risco de me repetir naquilo que já disse noutras sedes, não podemos passar ao lado desta questão: “As 20 a 25 inscrições traduziram-se numa equipa que variou entre as 12 a 15 pessoas”. Isto em tempos de crise, quando o objectivo era tão consensual como debater o futuro e as alternativas que se colocam ao jornalismo… Todos devemos reflectir nestas ausências. Primeiro que tudo é um alerta denunciador do estado da classe. E antes disso, daquilo que somos em geral. Todos, sem excepção. É tão bom bradarmos que estamos em crise, que nos querem refundar e refundir, que o ontem já não é o que somos hoje, que o futuro não espera, que nós também não podemos aguardar mais, que o comboio partiu sem avisar e nós temos de correr desenfreadamente para o agarrar, que a criatividade ainda nos há-de salvar, que o mundo vai mal mas nós vamos ser capazes, que, que, que… Mas depois, no fim de reflectirmos muito, muito, muito, com ardor, devoção e boas intenções, lá nos lembramos da letra dos Deolinda e ficamos na caminha, muito enroscados, a cantar baixinho: vão sem mim que eu vou lá ter…

    Cláudia Henriques

  3. Hália Costa Santos diz:

    Esta foi uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre alternativas ao actual momento do Jornalismo. Independentemente da situação profissional dos participantes, todos ficámos a ganhar. A reflexão em grupo, orientada com mestria, fez-nos pensar e, sobretudo, tentar antecipar. O futuro será qualquer coisa de diferente e torna-se fundamental abrir os horizontes e ter novas perspectivas. Às vezes, basta criatividade… Agradeço, pois, a oportunidade. E certamente que vou partilhar o que aprendi, sobretudo com a geração que agora se prepara para entrar neste mundo. Hália Costa Santos

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