Público vai repor aos trabalhadores a partir de janeiro cortes salariais de 2012

Lisboa, 12 nov (Lusa) — A administração do jornal Público acordou na passada sexta-feira com a comissão de trabalhadores do diário a reposição a partir de janeiro dos cortes salariais que tinha acordado antes do programa de despedimento coletivo que entretanto levou por diante.

“A administração anunciou que tenciona repor o valor cortado na isenção de horário de trabalho (IHT) ou no salário base (para quem não tem IHT) a partir de 1 de janeiro de 2013”, anunciou a CT através de um comunicado a que a Lusa teve acesso.

A organização representante dos trabalhadores do diário tentou denunciar o acordo de redução salarial desde já, mas a administração considerou “não se justificar a antecipação do termo do acordo para data anterior a 31 de dezembro, até porque o vínculo da larga maioria dos trabalhadores abrangidos pelo despedimento coletivo só termina a 15 de janeiro”, segundo o mesmo texto.

A administração do Público executou ao longo de 2012 um plano de reduções salariais, levado a cabo, na maioria dos casos, através da alteração da modalidade de IHT dos funcionários com vencimentos mensais brutos iguais ou superiores a 1.600 euros, e que se traduziu numa poupança de cerca de um milhão de euros em remunerações.

Em outubro, a Sonaecom anunciou o despedimento de 48 trabalhadores do jornal, como parte de uma “redução da estrutura de custos em cerca de 3,5 milhões de euros por ano, com a diminuição de custos de funcionamento”.

A administração do Público negou à CT que esteja em preparação uma nova redução do quadro de trabalhadores. “Se a administração achasse que se podia fazer um jornal com menos pessoas, o processo de despedimento coletivo abrangeria mais trabalhadores”, terá sido o argumento invocado, de acordo com o comunicado da CT.

“O processo é duro e fraturante, e este é o número mínimo de pessoas com que é possível continuar a fazer um Público considerado de referência”, disse a administração, de acordo com o mesmo documento, sublinhando, porém, que isso “não quer dizer que, cirurgicamente, algum trabalhador ou a empresa possa abordar a outra parte por interesse, mas a decisão terá que ser sempre tomada por comum acordo”.

in: Lusa

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