Quase 900 despedimentos nas empresas de comunicação social

Entre 2009 e 2012, as empresas de comunicação social despediram, pelo menos, 865 trabalhadores. Segundo o levantamento efectuado pelo Fórum de Jornalistas a partir de informação que foi sendo noticiada (ver documento em anexo), a maioria das dispensas fez-se através de despedimentos colectivos ou de programas de rescisões amigáveis. Cruzando estes dados com o universo de empregados declarados nos relatórios e contas dos principais grupos de comunicação social relativos a 2010, é possível inferir-se que o desemprego terá atingido aproximadamente 11% dos trabalhadores do sector.

A RTP destaca-se como a empresa que mais trabalhadores dispensou (essencialmente despedimentos por mútuo acordo), seguida dos grupos Controlinveste e Impala (despedimentos colectivos).

Os despedimentos ocorrem numa altura em que o sector dos media se debate com sérias dificuldades financeiras. Em dois anos, as receitas publicitárias caíram 24%, quebra que se alarga a 35% quando a comparação é feita com 2007, ano em que o investimento publicitário atingiu o valor mais elevado. Também as vendas da maioria dos jornais estão em queda acentuada.

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