Na invasão do Iraque as redacções tinham mais jornalistas

Há dez anos e uns dias começava a invasão do Iraque. Nos meses anteriores, fomos bombardeados e bombardeamos com notícias sobre o arsenal de destruição maciça que Saddam Hussein não tinha. Nos meses seguintes, fomos muito menos bombardeados com a inexistência dessas armas do que se poderia supor.

Dez anos depois, Judith Miller, a jornalista que publicou no New York Times uma série de artigos exagerados sobre as armas, colabora com a Fox News. Dez anos depois, quem é que ainda se lembra de Ahmed Chalabi? E quem é que conhece Jonathan Landay, um dos jornalistas do Knight-Ridder que questionou as provas da existência de armas no pré-invasão? As redes sociais poderiam ter ajudado a chamar atenção para o seu trabalho, diz hoje Landay. Dez anos depois, as redacções têm muito menos gente e os departamentos de relações públicas dos gabinetes do poder têm cada vez mais, escreve David Rohde no Rendezvous .

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