A Day in the Life of a Freelance Journalist—2013

Leitura obrigatória.

A Day in the Life of a Freelance Journalist—2013

Here is an exchange between the Global Editor of the Atlantic Magazine and myself this afternoon attempting to solicit my professional services for an article they sought to publish.

Lá como cá, o futuro é negro.

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Perceber a disrupção nos media

As notícias sobre a morte dos media são naturalmente exageradas, mas é cada vez mais evidente que a indústria enfrenta os desafios típicos experimentados em tempos de disrupção tecnológica.

Clay Christensen, professor em Harvard, especialista em inovação e disrupções tecnológicas, tem-se dedicado nos últimos tempos a estudar a indústria dos media exactamente por entender que esta enfrenta um desses momentos em que se abre uma nova era.

Mathew Ingram traz-nos o relato de uma recente intervenção de Christensen em que este avisa que os incumbentes que agora dominam a indústria estão a cometer os erros típicos em momentos de disrupção: desvalorizam os inovadores e procuram soluções dentro da sua própria estrutura e lógica, falhando em reconhecer a dimensão das alterações estruturais em curso:

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Miguel Sousa Tavares: o jornalismo tem de ter a coragem de sair do online

Os meios e jornalistas profissionais não devem jogar no terreno do inimigo porque vão perder, defendeu Miguel Sousa Tavares na conferência da TVI sobre Como vai ser o jornalismo nos próximos 20 anos”. O inimigo, para o comentador e escritor, é a internet e a tentação dos jornais e dos meios tradicionais de se deixarem levar. “O jornalismo tem de ter coragem para ignorar a Internet. Devíamos sair do Online”. Para Sousa Tavares, o caminho passa por ter menos jornalistas, mas mais bem pagos e por não abandonar o jornalismo de qualidade, mesmo que isso signifique trabalhar para uma minoria.

O comentador da TVI, que foi já jornalista de televisão e imprensa, foi muito crítico da opção de órgãos como o Jornal Público que foi atrás de todas as modas, convencido que era moderno e que “está velho e à beira do fim”. Para Sousa Tavares, um bom exemplo deste seguidismo foi a notícia do polícia que atacou um porco (num acidente na A1) e que saltou da Internet para os jornais. É um caso de demissão de jornalistas. “Chegamos ao ponto de em que a notícia é o que a net diz” Hoje em dia tudo é feito com declaração e reacção, o que anula a função de mediação do jornalismo e a informação precisa de tempo para ser digerida.

Miguel Sousa Tavares assume-se como um homem que come e respira jornais, “só não durmo enrolado em jornais …. Deixo isso para o Dr. Ulrich (numa referência à declaração do presidente do BPI que comparou a capacidade de resistência dos portugueses ás medidas de austeridade com a de um sem abrigo).

O comentador admite que a queda do investimento publicitário foi a “maior bomba atómica no jornalismo”, e considera que esse efeito tem sido potenciado pelas centrais de compra e pelas agências de comunicação. Sousa Tavares deu como exemplo a “permanente campanha de promoção de António Mexia (presidente executivo da EDP) e não da EDP. “Não há uma notícia sobre a EDP que não tenha a cara do Mexia”. Ana Suspiro

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Fundador do El País: sem empresas privadas de jornalismo não há contestação ao poder

Juan Luis Cebrian, fundador do El País, reconhece que é muito difícil defender o negócio dos media, mas não acredita que o futuro do jornalismo passe pelo financiamento de ONG (organizações não governamentais), fundações ou até pelo Estado. “A independência do jornalismo profissional depende da capacidade de autofinanciamento dos media porque sem empresas privadas de jornalismo não há contestação ao poder”. Para o administrador da Prisa, que é a maior accionista da TVI, uma notícia, no limite, é o que os poderes não querem que seja publicado.

O antigo director do El País considera que a Internet está “cheia de mentiras, calúnias e ruído”, mas realça que as grandes empresas de media não se conseguiram transformar e perderam o negócio para outros actores. “Andam há anos à procura de um novo modelo de negócio, mas quem o encontrou foi a Google, a Amazon e a Apple” com soluções que foram inventadas por jovens em garagens.

O Google, assinala, já factura mais em publicidade do que todos os jornais dos Estados Unidos e agora até quer gerir o negócio pelas empresas de media. Questionado sobre se o acordo entre França e a Google pode ser o caminho para uma redistribuição mais justa de receita entre media e os motores de busca, Cebrian responde: “Na minha opinião 60 milhões de euros por ano são “peanuts”. Mas essa nem é a questão de fundo. “Como conseguir remuneração num mundo em que a gratuitidade é a regra” é o grande desafio das empresas de media. Ana Suspiro

Acompanhe aqui em directo a conferência da TVI.

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As pessoas ainda querem ler histórias longas, mas bem contadas

As pessoas continuam interessadas em ler histórias bem contadas sobre pessoas, com enquadramento e contexto, mais do que notícias de última hora. Lois Beckett, uma das jornalistas do projecto americano Propublica, sublinha que mesmo nos ipad e iphones, as pessoas estão “sequiosas” por histórias longas, mas que sejam bem contadas. Beckett foi uma das oradoras da Conferência dos 20 anos da TVI, que se realizou terça-feira no ISCTE com o tema “Como vai ser o jornalismo nos próximos 20 anos?”. Continuar a ler

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Hackers chineses atacam o New York Times

Depois de ter publicado uma investigação sobre a fortuna pessoal acumulada pelos familiares do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, o New York Times começou a ser vítima de ataques de hackers, que utilizam métodos semelhantes aos associados aos serviços secretos chineses.

The hackers tried to cloak the source of the attacks on The Times by first penetrating computers at United States universities and routing the attacks through them, said computer security experts at Mandiant, the company hired by The Times. This matches the subterfuge used in many other attacks that Mandiant has tracked to China.

The attackers first installed malware — malicious software — that enabled them to gain entry to any computer on The Times’s network. The malware was identified by computer security experts as a specific strain associated with computer attacks originating in China. More evidence of the source, experts said, is that the attacks started from the same university computers used by the Chinese military to attack United States military contractors in the past.

Este ataque não foi a primeira tentativa de hackers chineses forçarem a entrada em sistemas informáticos de grupos de comunicação. No ano passado, aconteceu o mesmo à Bloomberg, depois de ter publicado um artigo sobre Xi Jinping, na altura vice presidente da China.

Entretanto, depois da publicação do artigo do NYT, o Wall Street Journal também revelou ter sido atacado nos últimos meses.

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“Como vai ser o jornalismo nos próximos 20 anos?”

Um dos eventos que marcará a celebração dos 20 anos da TVI será uma conferência sobre o futuro do jornalismo, no ISCTE, a 20 de Fevereiro.

Entre os oradores destacamos a presença de um reporter da Propublica.org, um projecto norte-americano financiado por uma fundação, dedicado exclusivamente ao jornalismo de investigação.

Face à incapacidade de encontrar o programa da conferência, fica a notícia do Expresso (via Lusa) a dar conta do evento:

Lisboa, 28 jan (Lusa) – A TVI decidiu assinalar os seus 20 anos, no dia 20 de fevereiro, com uma reflexão sobre o futuro do jornalismo, convidando especialistas nacionais e internacionais a dizerem como perspetivam esta atividade daqui por duas décadas.

“Estamos comprometidos com as mudanças que estão a acontecer nos media”, sublinhou o diretor de Informação da estação de Queluz, José Alberto Carvalho, que explicou esta manhã aos jornalistas algumas das várias iniciativas com que a TVI vai assinalar, ao longo de 2013, o seu vigésimo aniversário, numa sessão presidida pelo novo diretor-geral da estação, Luís Cunha Velho.

Juan Luis Cebrián, presidente executivo do grupo Prisa, dona da TVI, o ex-presidente Jorge Sampaio, os ministros Paulo Portas e Miguel Relvas ou Lois Beckett, repórter da Propublica.org estarão presentes na primeira conferência da TVI, que, em parceria com o ISCTE, irá nos próximos dias 19 e 20 de fevereiro procurar respostas para a questão: “Como vai ser o jornalismo nos próximos 20 anos”.

 

 

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Estudando a sustentabilidade do jornalismo digital

It looks like there are numerous possibilities for constructing a profitable business. But most might be difficult for traditional media companies to adopt; the newcomers are small, lean, and nimble, and they use both technology and their audience to create greater efficiency in their operations. And unlike their predecessors, these online publications are not generalists but specialists

Across the world, money to support journalism startups comes from a variety of sources, Nieman Lab

Estas são conclusões de Johanna Vehkoo e Pekka Pekkala, duas das investigadoras do projecto “Submojour — sustainable business models for journalism”,  num texto que publicaram no Nieman Lab onde apresentam os principais resultados de uma investigação sobre que projectos são sustentáveis na era digital. Com base na análise a 69 projectos em 10 países, concluem que não há uma resposta milagrosa, sublinhando que há projectos com modelos muito diferentes. Eis algumas das fórmulas de sucesso destacadas no artigo:

  • No Reino Unido e nos EUA o jornalismo hiperlocal marca pontos com publicidade tradicional;
  • Nos Reino Unido há vários projectos jornalísticos que fazem dinheiro essencialmente por venda de serviços tecnológicos que desenvolveram para o seu próprio trabalho;
  • Em várias países surgem novos tipos de agências noticiosas. Dois exemplos: 1) empresas que apostam em produtos multimédia que vendem a órgãos de informação tradicionais; 2) empresas que verificam informação que circula na Net (por exemplo vídeos do conflito Sírio) para que possa ser usada por órgãs tradicionais.

 

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Boas previsões para 2013

O Nieman Journalism Lab perguntou a “algumas das pessoas mais espertas que conhecem” o que esperam do jornalismo em 2013.

Os textos estão aqui. De mais de 30 opiniões sublinhamos a importância crescente das aplicações para suportes móveis e vários testemunhos de confiança na vitalidade da profissão. Um bom início de ano!

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A 2ª vez da Renascença: Grupo abre programa de rescisões

Lisboa, 03 jan (Lusa) – A administração do grupo Renascença anunciou hoje aos trabalhadores a abertura de um programa de rescisões por mútuo acordo, o qual estará em vigor até 24 de janeiro, disse hoje à Lusa um dos administradores da empresa.

“A administração vai abrir um programa para cessação do contrato de trabalho por mútuo acordo”, afirmou o administrador José Luís Ramos Pinheiro, escusando-se a adiantar mais detalhes.

O programa de rescisões mútuas termina a 24 de janeiro. Continuar a ler

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